SEMANA PADRÃO DO R1

       Sua agenda será pautada em atendimentos de uma população definida seguindo o modelo de Acesso Avançado, contendo, portanto, atendimentos de demanda espontânea e de agenda programática. Os residentes terão um período da semana destinado à realização de atendimentos domiciliares e um período para avaliação de sua produção e coordenação do cuidado de pacientes crônicos, gestantes e crianças através de planilhas e da vigilância das linhas de cuidado. Será membro ativo da equipe interdisciplinar em que está inserido, tendo participação obrigatória nas reuniões de equipe, devendo ter boa relação e entender a importância de cada um dos profissionais da equipe para todo o processo de serviço.

         
       É de fundamental importância que o residente tenha a experiência e manejo dos princípios fundamentais e derivados proposto pela Barbara Starfield em sua definição de Atenção Primária à Saúde (Acesso, Coordenação do Cuidado, Longitudinalidade, Integralidade, Competência Cultural, Abordagem Familiar e Comunitária). Além disso, é fundamental que o residente tenha vinculação com todos os afazeres e com todos os integrantes da equipe de saúde, para aprimorar habilidades de gestão da unidade e para desenvolvimento da habilidade de comunicação e coordenação da equipe. Com estes objetivos, é preconizado a imersão do R1 à APS, com sua semana padrão voltada ao dia a dia da Unidade de Saúde da Família. 

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ATENDIMENTOS

O modelo da semana padrão do Residente está em sinergia com as atividades diárias da equipe em que ele está inserido, as quais seguem o modelo de Acesso Avançado preconizado em todo o município de Catanduva. No primeiro ano, foi preconizado uma quantidade de 9 DE e 4 agendados para cada turno  (20 minutos para cada DE e 30 minutos para os agendados). Nos momentos da DE dos residentes, os preceptores ficarão de apoio para discussão de caso e atenderão as demandas para proteger o residente da pressão assistêncial.

Vale ressaltar que este número é uma padronização que não precisa ser seguida, variando dia a dia e a depender da resolutividade do residente, disponibilidade do preceptor e tempo demandado dos pacientes da demanda. Mais que quantidade, preconizamos a qualidade do atendimento. 

O Residente terá liberdade para coordenar seus agendamentos, desde oferte espaços suficientes para as linhas de cuidados de puericultura e pré natal.

ESTÁGIOS EXTERNOS

Em um turno da semana o residente será direcionado a atividades voltadas a estágios externos, que no primeiro ano são voltadas à dermatologia (amb), psiquiatria (CAPS II), geriatria (amb), ginecologia (UBS) e pediatria (UBS). Estes estágios serão revezados a cada dois ou três meses.
 

REUNIÕES DE EQUIPE, REUNIÕES NASF E EDUCAÇÃO PERMANENTE:

O residente, assim como os demais membros da equipe, deverá participar das reuniões semanais de equipe e das reuniões com o NASF. Além disso, terá espaços para ministrar educações permanentes para os ACS e demais profissionais da unidade, contribuindo para capacitação dos profissionais.

VISITAS DOMICILIARES, VIGILÂNCIA E ABORDAGEM COMUNITÁRIA

As atividades de Visita Domiciliar, Abordagem Comunitário por meio de grupos e Vigilância serão obrigatórias e semanais, devido a importância destas ferramentas para o Médico de Família Comunidade e para a melhoria da saúde da população adscrita. O Residente tem a liberdade para elaborar o grupo de seu interesse, que será auxiliado pelo preceptor e pela equipe NASF.

 

A Vigilância será efetuada, principalmente, através das planilhas de linhas de cuidado já existente em cada equipe, que deverão ser atualizadas e melhoradas frequentemente.